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Cinema dentro do carro: moda dos anos 1970 volta e vira opção de lazer durante pandemia em Cacoal, RO

Por Ana Kézia Gomes, G1 RO.

Os cinemas tradicionais em Rondônia estão fechados há mais de três meses por causa da pandemia do novo coronavírus, deixando os amantes da sétima arte com saudades das estreias lotadas, do cheiro da pipoca e das horas de entretenimento na frente das telas.

Essa saudade abriu espaço para a nostalgia dos cinemas drive-in, famosos na década de 1970 no Brasil. Na semana passada, em Cacoal (RO), um empresário adaptou seu negócio e montou um cinema ao ar livre.

O drive-in em Cacoal foi inaugurado no dia 12 de junho para ser uma opção de lazer que respeita o distanciamento social. O dono trabalha com cinema convencional há 15 anos.

Em apenas uma semana no novo estabelecimento ele já notou diferenças, como a baixa na venda de alimentos e bebidas.

“É que a pessoa não chega antes, não vai ao caixa ver a pipoca. Elas pedem de dentro do carro quando chegam, ou no site. É tudo feito online pra não causar aglomeração. Mesmo assim acredito que o drive é uma ótima aposta, uma forma da gente não quebrar, não falir e não deixar o cliente sem a opção de entretenimento”, comenta Paulo Roberto Duarte Bezerra, dono do drive-in.

Outras adaptações estão relacionadas às vendas dos ingressos. O drive-in é cobrado por carro e pela quantidade de pessoas dentro dos carros, respeitando a quantidade máxima, de cinco passageiros, fora os casos de carros maiores.

No drive-in de Cacoal, o ingresso custa R$ 25 para uma pessoa e pode chegar a R$ 60 para cinco. O local tem espaço para 44 veículos e conta com dois filmes em cartaz: “Jumanji: The Next Level” e o premiado “1917”.

“O cliente que gosta de cinema vai no drive, prova disso é que as pessoas que estão indo conhecer o drive são aquelas que já iam ao cinema convencional”, diz Paulo.

Os cinemas ao ar livre já se espalham pelo Brasil, eles reapareceram em estacionamentos adaptados, com telas de alta resolução. Em muitos o som é captado no rádio do carro, por meio de uma frequência exclusiva. Pelo país, a fila na entrada é do tamanho da saudade, como mostrou o Jornal Nacional há uma semana.

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*Colaborou Magda Oliveira.

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